COVID-19 faz aumentar a necessidade de leitos e de profissionais capacitados na área da Saúde

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A velocidade em que avança a transmissão do novo COVID-19 é assustadora e preocupa as autoridades de saúde, pois o sistema hospitalar não é capaz de amparar todos os pacientes que contraírem a doença se o pico for grande e simultâneo.

Contudo, o Ministério da Saúde (MS) está buscando medidas para ampliar os leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e equipamentos essenciais ao tratamento de pacientes, como respiradores.

O MS calcula ter 27,4 mil leitos de UTI no Sistema Único de Saúde (SUS) e 46 mil respiradores na rede pública. De acordo com dados divulgados pelo órgão, no total, o Brasil tem 55,1 mil leitos e 65.411 respiradores, somando as redes pública e privada.

Ainda assim o número é baixo e é uma das maiores preocupações das autoridades de saúde para combater a pandemia. A Associação de Medicina Intensivista Brasileira (AMIB) afirma que o Brasil precisa aumentar em 20,2% os leitos de UTI para adultos. Atualmente existem cerca de 14,8 mil leitos de UTI disponíveis no SUS, dos quais 14 mil estão ocupados – esse número representa 95% dos leitos.

Diante dos dados, o Ministério da Saúde informou que está em processo de locação de 3 mil leitos de UTIs volantes de instalação rápida, além da distribuição de 540 leitos para os 26 estados e o Distrito Federal, atendendo solicitação dos secretários estaduais de saúde.

A expectativa é que o Brasil gere um crescimento de 20% no número de leitos de UTI. E após o surto de covid-19 estes leitos permanecerão abertos, aí entra uma outra grande questão: o aumento no número de leitos reflete na maior necessidade de fisioterapeutas e enfermeiros em Terapia Intensiva, Central de Materiais e Cardiorrespiratória. Essa demanda nas UTIs certamente exige (e vai exigir ainda mais do mercado) profissionais altamente preparados e com experiência na área.

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