Erros nos procedimento estéticos – de quem é a culpa?

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Por: Comunicação Inspirar

Parece que nos últimos dias o país se viu em meio a diversas notícias com um mesmo foco: erro médico, ou complicações em procedimentos estéticos  ocasionando mortes.

Bom, vamos lá: o Conselho Federal de Medicina considera cirurgião plástico apenas quem fez residência na área ou tenha feito prova de títulos da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Ou seja, nenhum outro profissional está capacitado para atuar na área.

Há ainda os procedimentos estéticos menos invasivos, que não requerem cirurgia, mas que podem ter complicações tão perigosas quanto qualquer intervenção cirúrgica, se não realizados por profissionais capacitados.

Na busca pelo corpo ideal e para atender aos padrões de beleza tão divulgados pela mídia e exigidos pela indústria da moda, muitas mulheres (e homens também) vão ao extremo, procurando o corpo perfeito, acreditando em milagres e preço baixo.

Provavelmente há um fator psicológico a ser resolvido, afinal, o que leva uma pessoa a se arriscar a fazer qualquer tipo de procedimento na casa de alguém, e não em uma clínica ou hospital com capacidade para tal atendimento?

Há uma grande diferença entre os procedimentos estéticos realizados por profissionais qualificados na área, como enfermeiros, biomédicos, fisioterapeutas e farmacêuticos estetas, por exemplo, das técnicas de cirurgias plásticas feitas pelos médicos e dentistas.

Mas eles tem um fator em comum: invasivos ou não, qualquer procedimento necessita de profissionais capacitados para realizá-los. “Uma pequena intervenção pode virar um problema, se não realizada de forma correta e por profissional capacitado. O que deve ser compreendido é que quando mexemos com nosso corpo, mexemos com nossa saúde. É fundamental que se procure um profissional habilitado para realizar o procedimento. Além disso, observar que o local a ser realizado deve ser seguro e tecnicamente preparado, inclusive para atendimento de eventuais intercorrências. Essas cautelas são determinantes para que o objetivo almejado seja de fato alcançado”, afirma a fisioterapeuta Mara Rubia.

Portanto, Mara aconselha a pessoa a pesquisar a respeito da formação e qualificação do profissional, inclusive consultando o Conselho regulador da categoria relacionada, a fim de verificar o que é permitido este profissional realizar. “Tenham amor à vida”, enfatiza.

Dentro da cirurgia estética, não só a cirurgia e o procedimento em si é importante, como o pré e o pós operatório também. Pensando nisso, a Inspirar de Brasília lança o curso de Terapia Manual para o tratamento de Pós Operatório de Cirurgias Plásticas e Reparadoras (não se limitando apenas à Drenagem Linfática). O tratamento, além de prevenir aderências, é essencial para a regressão do edema. Esse curso pretende complementar a formação profissional e permitir que os profissionais dessa área adquiram os conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias para desemprenhar essa atividade com segurança. Mais informações: goo.gl/mPmC24.

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