Fisioterapia em oncologia: considere uma pós-graduação na área!

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Para focar na preservação e restauração de órgãos e sistemas de pacientes que sofrem com diferentes tipos de câncer, surgiu a fisioterapia em oncologia, que é uma especialidade capaz de promover uma qualidade de vida melhor para o paciente durante o tratamento.

Nesse contexto, essa especialização consegue intervir tanto na recuperação funcional quanto nos cuidados paliativos, possibilitando assim uma significativa melhora nas atividades diárias de quem sofre com o câncer.

Quer saber mais sobre a fisioterapia em oncologia? Então continue a leitura, pois vamos apresentar as principais informações sobre o assunto!

Do que se trata a fisioterapia em oncologia

O câncer já foi encarado pela ciência como uma doença incurável, contagiosa e como um problema social e, consequentemente, de saúde pública. Desse modo, as pesquisas científicas estão em constante avanço nessa área, possibilitando não apenas a ampliação do conhecimento a respeito do câncer, como também novas e melhores possibilidades de tratamento.

Atualmente, espera-se que o paciente tenha uma abordagem multidisciplinar, ou seja, consiga ter o acompanhamento de diferentes profissionais, como médicos, nutricionistas, enfermeiros e psicólogos. Nesse momento entra também o trabalho do fisioterapeuta oncologista, que tem como norte a preservação e restauração da integridade cinético-funcional dos órgãos e sistemas do paciente.

Além disso, o profissional também atua na prevenção, no tratamento e na minimização das sequelas causadas pelo tratamento do câncer. Logo, pode atuar no pré e pós-operatório, assim como nos procedimentos não-cirúrgicos. No entanto, para conseguir promover a melhora da qualidade de vida do paciente, você deve conhecer a fundo os diferentes tipos de câncer, seus estágios, tratamentos e complicações para que consiga traçar um plano de cuidado sem oferecer riscos.

Ao longo do cuidado com o paciente, você se torna capaz de minimizar complicações como dor, fadiga, fibrose, fraqueza muscular, perda de massa muscular, diminuição na amplitude de movimentos e alterações posturais e respiratórias. Assim, pode-se diminuir, por exemplo, o uso de analgésicos. Mas, para isso, é necessário adotar intervenções terapêuticas, que podem ser:

  • exercícios para fortalecimento muscular, que podem ser feitos com ou sem carga;
  • exercícios cardiorrespiratórios;
  • exercícios pulmonares;
  • exercícios para trabalhar a amplitude dos movimentos;
  • alongamentos passivos e ativos;
  • massoterapia e eletroterapia.

É importante que o trabalho do fisioterapeuta seja iniciado assim que a doença for diagnosticada, podendo durar até o restabelecimento e máximo de independência nas atividades diárias. Por outro lado, caso o paciente não apresente possibilidade de cura, a fisioterapia em oncologia pode atuar como cuidados paliativos, adotando uma abordagem humanista e integrada para promover a redução dos sintomas.

Os principais objetivos desse tratamento

A fisioterapia em oncologia cuida de pacientes de diferentes faixas etárias e tipos de câncer, trabalhando conforme as sequelas causadas pelo tumor e o tratamento (cirúrgico ou clínico) adotado. Dessa forma, o plano fisioterápico varia de acordo com cada caso, mas, em geral, apresenta objetivos gerais e específicos. Observe abaixo quais são eles:

Objetivos gerais

Os objetivos gerais da fisioterapia em oncologia costumam ser divididos em quatro modalidades, que são:

  • restaurativos: voltados para pacientes que precisam maximizar a capacidade motora;
  • preventivos: antes que possam surgir sequelas, o fisioterapeuta procura evitá-las para que não se tornem incapacitantes para o paciente;
  • de apoio: utilizados quando a incapacidade progressiva é antecipada, existindo ainda resquícios da doença, para que o paciente consiga obter o máximo de independência possível;
  • paliativos: no estágio final da doença, o trabalho é voltado para oferecer o máximo de conforto ao paciente.

Objetivos específicos

Já os objetivos específicos variam de acordo com o quadro da doença e a sua natureza, além das possíveis sequelas. Sendo assim, eles incluem:

  • promoção do bem-estar emocional e físico;
  • estimulação da independência funcional;
  • prevenção de úlceras em pacientes acamados;
  • melhora da atividade motora;
  • promoção da higiene pulmonar e prevenção de infecções respiratórias;
  • manutenção da amplitude dos movimentos articulares e forças musculares;
  • manutenção do equilíbrio, resistência e coordenação.

A especialização na área

A fisioterapia em oncologia foi reconhecida como uma especialidade do fisioterapeuta pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) pela Resolução nº. 364, de 20 de maio de 2009, sendo alterada pela Resolução nº. 390, de 30 de julho de 2011.

Tais resoluções mostram como é importante buscar o aprimoramento do conhecimento relacionado à fisioterapia em oncologia. Por isso, você precisa buscar uma pós-graduação nesse ramo.

Esse é um nicho promissor na área da fisioterapia, já que as pessoas com câncer necessitam de cuidado tanto durante o tratamento para a recuperação quanto para a sobrevida. Desse modo, é necessário que elas possam contar com profissionais devidamente qualificados.

A pós-graduação na fisioterapia em oncologia tem a duração de aproximadamente um ano e meio e as aulas costumam acontecer presencialmente apenas em um final de semana do mês. Logo, conciliar trabalho e estudo não se torna tão complicado, já que a especialização apresenta esse horário flexível e não atrapalha a rotina durante a semana.

Para obter o título de especialista você precisa entregar um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) ao final da pós e concluir a grade de disciplinas exigidas. Veja algumas delas:

  • políticas públicas em oncologia;
  • fundamentos da biologia oncológica;
  • urgência e emergência em oncologia;
  • fisioterapia no câncer do sistema nervoso;
  • fisioterapia no câncer de pulmão;
  • fisioterapia no câncer de cabeça e pescoço;
  • bioética, cuidados paliativos e tanatologia;
  • abordagem interdisciplinar no paciente oncológico.

A especialização é essencial para que você consiga se manter atualizado na profissão e busque montar planos mais eficazes para os seus pacientes. Porém, não basta fazer a pós sem se preocupar com a instituição de ensino mais indicada.

Nesse sentido, é importante escolher uma instituição reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC), cujo curso de fisioterapia em oncologia também tenha o devido reconhecimento. Além disso, ela deve apresentar uma infraestrutura diferenciada e corpo docente qualificado. Para isso, você pode contar com a Faculdade Inspirar, que é uma parceira dos alunos na busca pelo sucesso profissional.

Então, que tal entrar em contato conosco? Assim, você conhece melhor os nossos diferenciais, entende como funciona o nosso curso de pós e tire todas as suas dúvidas!

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