Fui demitido. E agora?

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Por Psic. Maria Thereza Bond*

Você está indo muito bem no trabalho (pelo menos é o que pensa) e de repente: você é demitido(a)! Como assim? Você se pergunta. Você pode pensar que porque nunca faltou, nunca chegou atrasado(a), fez tudo que lhe pediram, não teriam motivo de te mandar embora, certo?

A questão é um pouco mais complicada… Podem ser inúmeros os motivos de uma demissão, na verdade, na maioria das vezes você nunca chegará a saber os verdadeiros motivos, e sabe por quê? Porque a maioria das empresas não possui um processo de Avaliação de Desempenho válido e nem tampouco um processo de demissão justo.

Além disso, muitas empresas não têm clareza no papel de cada colaborador, de cada cargo, tudo é muito subjetivo – não conhecem de forma clara as metas a serem alcançadas, aí fica confuso para o gestor e muito mais para o colaborador, não é? Diante disso, qualquer motivo pode ser um para demissão.

Mas vamos lá. Podemos pensar em fifty fifty, ou seja, existem motivos seus e motivos da empresa para ter acontecido esta demissão (pense em um bolo divido em dois sabores) talvez esta seja uma das melhores formas de aprendermos com esta situação.

Existem pesquisas que nos mostram que uma grande porcentagem das pessoas demitidas (sem passar por um processo de Avaliação de Desempenho adequado) podem ficar até dois anos sem a mesma estabilidade emocional ou posição financeira que havia adquirido até antes da demissão.

Por isso, é extremamente importante que você faça um processo de introspecção e autoanálise e veja os seus aspectos que ficaram a desejar em relação ao seu trabalho, sejam eles em conhecimentos, atitudes, comportamentos ou habilidades. Lembre-se que nossos comportamentos são os principais motivos das demissões, atualmente.

Além disso, faça um plano de melhorias para você: todos os aspectos fracos que você identificou, veja como pode melhorar. Por exemplo, participando de treinamentos (eles são ótimos para melhorar conhecimentos e habilidades, mas nem tanto para melhorar as atitudes), psicoterapia ou outras forma que encontrar para se tornar uma pessoa melhor e mais preparada para o mercado de trabalho e, principalmente, para a vida.

Esta é a nossa dica desta semana!

* Maria Thereza Bond é psicóloga e coordenadora do curso de Psicologia da Faculdade Inspirar.

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