Tecnologia na fisioterapia: 6 tendências para acompanhar agora mesmo

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É de conhecimento geral que a tecnologia está em constante evolução. Apesar de existir a ideia de que esses avanços podem ser um empecilho, comprometendo o desempenho das pessoas no trabalho, se utilizados da maneira correta eles são capazes de facilitar o desenvolvimento nas atividades. Tudo é uma questão de integração e equilíbrio.

Assim, na fisioterapia esses recursos tecnológicos têm colaborado para a reabilitação dos pacientes, seja acelerando, seja melhorando a qualidade. Os métodos são variados: vão desde o uso de videogames ao de energia elétrica e vêm contribuindo significativamente para as atividades do fisioterapeuta.

Por esse motivo, neste post apresentaremos as principais tendências da tecnologia na fisioterapia que você precisa acompanhar. Confira!

1. Realidade virtual

Tecnologia de interface que provoca sensações semelhantes às da vida real, mexendo com os sentidos dos usuários, a realidade virtual é uma técnica muito utilizada pelos fisioterapeutas por trabalhar o cérebro e possibilitar uma recuperação mais ágil aos pacientes. Isso acontece porque os equipamentos utilizados nesse método — óculos e luvas de captura dos movimentos — enviam comandos que simulam a dinâmica e as percepções, assim como no mundo real.

Dessa forma, o profissional é capaz de criar diferentes situações, controlando o grau de dificuldade, alterando desde o esforço do músculo ao tempo de repouso, conforme as necessidades do paciente. Além de acelerar o processo de recuperação, essa interface permite que as pessoas com limitações motoras alcancem sua autonomia, tendo uma melhora significativa no bem-estar e qualidade de vida.

E, por falar em tecnologia na fisioterapia, você conhece o BioMovi? É um dispositivo que tem um sensor de eletromiografia para capturar o sinal muscular do paciente. Colocado dentro dos óculos de realidade virtual e usado em conjunto com um smartphone, permite que a potência das contrações musculares seja registrada.

O fisioterapeuta consegue orientar o jogo, escolhendo cenários impressionantes e fazendo com que o paciente tenha um envolvimento maior com esse método. Tendo em vista que é uma estratégia interativa e revolucionária, é possível intensificar os resultados do tratamento.

2. Gameterapia e biofeedback

Na terapia convencional são utilizados pesos, bolas ou elástico para os exercícios de alongamento e fortalecimento, sendo que as atividades podem se tornar muito monótonas — sem perder a importância. Para complementar esse processo e conseguir mais resultados, surgiu a gameterapia, uma técnica mais divertida que utiliza jogos interativos para auxiliar nos tratamentos.

De acordo com o problema do paciente, o fisioterapeuta decide o melhor exercício e seleciona o jogo, que reconhecerá os movimentos realizados devido aos sensores que existem no equipamento. É um método indicado para pessoas de qualquer idade, no entanto, é mais eficaz para os jovens, visto que eles são mais atraídos por essas tecnologias.

Dos jogos interativos, os mais conhecidos por ajudar bastante na fisioterapia são o Nintendo Wii e o Xbox, da Microsoft. O primeiro, por ter um controle que funciona conforme a coordenação dos gestos do usuário e por apresentar vários jogos desportivos, como baseball, vôlei e basquete. O segundo, por conter um sensor, conhecido como Kinect, responsável por reconhecer os movimentos do jogador.

Enquanto a gameterapia usa jogos comuns nos tratamentos, o biofeedback utiliza um equipamento que verifica a atividade muscular do paciente. Por esse motivo é conhecido como biofeedback eletromiográfico, sendo possível comandar o jogo com a atividade elétrica dos músculos.

Nesse caso, quando o desafio termina, o fisioterapeuta é capaz de estudar o avanço da terapia, uma vez que o aparelho do biofeedback oferece um gráfico com as informações sobre a resposta do corpo do paciente aos estímulos durante o jogo.

3. Eletroterapia

É uma técnica que utiliza correntes elétricas, por meio de eletrodos colocados na pele, nos tratamentos de doenças e sem riscos para a saúde. Na fisioterapia, esse método é muito usado em pessoas com limitações de movimento, visto que elas precisam de estímulos para evitar a atrofia dos músculos por desuso.

Além disso, a eletroterapia é empregada, também, em pacientes com dores e desconfortos sensoriais, pois as descargas elétricas — de baixa intensidade — estimulam os tecidos e músculos. Dessa forma, o cérebro reage liberando endorfina. As técnicas são variadas e dependem do aparelho usado e da potência da energia. Veja três dos principais métodos:

  • TENS (Terapia por Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea): bloqueia as dores estimulando nervos e músculos por meio da emissão de correntes elétricas pulsadas, além de intensificar a produção de endorfina;
  • Corrente Russa: melhora o desempenho muscular com a eletroestimulação realizada com eletrodos dispostos na região do tratamento e aumenta a circulação sanguínea;
  • Ultrassom: regenera os tecidos por meio da distribuição de ondas sonoras que oferecem vibrações mecânicas, aumentando o metabolismo e melhorando o fluxo sanguíneo.

4. Métodos avançados de triagem

A triagem consiste na avaliação dos pacientes para garantir uma assistência adequada às necessidades de cada pessoa. O uso da tecnologia na fisioterapia, principalmente, é muito importante nessa etapa, uma vez que possibilita a identificação de problemas no corpo humano que uma avaliação comum poderia deixar passar despercebida.

Além disso, essa evolução tecnológica permite que todas as áreas do corpo sejam analisadas, o que é essencial para quem precisa prevenir lesões, sobretudo os atletas, que se esforçam fisicamente todos os dias. O trabalho dos fisioterapeutas conta com a colaboração de uma novidade conhecida como TPM (The Performance Matrix), que é utilizada para executar uma triagem sem falhas.

A partir dela, as chances de reconhecer instabilidades nos músculos do corpo são reais, o que garante uma correção e possibilita o aperfeiçoamento por meio de exercícios, a fim de diminuir a sensibilidade aos danos. Assim, as informações alcançadas na TPM são inseridas em um software específico que produz relatórios detalhados e completos, certificando que o profissional realize um trabalho aprimorado.

Portanto, vale a pena investir em métodos avançados de triagem na fisioterapia, pois eles são cruciais para a recuperação dos pacientes.

5. Equipamentos de reabilitação

O avanço tecnológico vem tornando-se cada vez mais interessante para os profissionais da área da saúde. Levando em conta que os exames comuns não são completamente objetivos, conseguir um diagnóstico preciso por meio deles é muito desafiador. Nesse contexto, a tecnologia aparece como um auxílio ao fisioterapeuta, uma vez que ela colabora com a clareza e praticidade dos tratamentos.

Sendo assim, o uso de equipamentos de reabilitação na fisioterapia contribui para a ampliação dos resultados proporcionados aos pacientes. Alguns deles têm um impacto significativo no que diz respeito aos benefícios para essas pessoas, além de garantir maior segurança nos tratamentos. A seguir, confira quais são os principais:

  • plataforma de força e equilíbrio postural: tem como finalidade o fortalecimento da musculatura, recuperando a postura e estabilizando a coluna. Uma análise do equilíbrio corporal é realizada conforme as medidas da plataforma;
  • scanner postural: por meio da utilização de uma tecnologia em 3D, o fisioterapeuta é capaz de observar irregularidades e assimetrias posturais;
  • estabilizador de coluna: com o objetivo de corrigir o padrão postural, esse dispositivo é desenvolvido por uma bolsa inflável e combinado com um medidor de pressão;
  • esteira eletrônica para treinamento de marcha: responsável por contribuir para que os profissionais avaliem de forma meticulosa o andar e os movimentos articulares do paciente, agindo diretamente nos tratamentos para ganho de equilíbrio.

6. Trajes robóticos

Os trajes robóticos são o novo método para gerar o progresso da reabilitação dos pacientes com problemas de locomoção. São vestimentas constituídas por titânio e alumínio, movidas à bateria — que dura cerca de 3 horas e deve ser trocada pelo fisioterapeuta — e que estimulam o desenvolvimento a partir de diversos graus de dificuldade.

Acontece da seguinte maneira: inicialmente, os passos são monitorados pelo profissional, que examina o tamanho da passada e, a partir dessa análise, transmite o dado ao traje. Depois, graças aos botões da vestimenta, o paciente consegue dar passos sem ajuda e, posteriormente, com o equilíbrio adequado, é capaz de andar sozinho, não precisando mais dos botões.

Portanto, esse exoesqueleto é muito importante no que diz respeito à recuperação dos pacientes, visto que proporciona uma melhora na qualidade de vida das pessoas, retardando sequelas na musculatura e possibilitando que elas evitem a atrofia dos músculos por meio da utilização dos membros inferiores.

Percebeu a importância da tecnologia na fisioterapia? Com o avanço tecnológico, essas tendências encaminham-se cada vez mais para acelerar e garantir a recuperação e o desenvolvimento, proporcionando o bem-estar dos pacientes.

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