A História da Enfermagem no Brasil e no mundo

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Existem vestígios da profissão nos primórdios da civilização, no entanto, ela só começou a ganhar visibilidade a partir do século XIX. A enfermagem existe há séculos antes de Cristo e seu início se deu por conta de homens e mulheres que cuidavam do bem estar de enfermos por vontade própria.

Em meados do século V e VIII d.C, quem utilizava alguns princípios da enfermagem eram os sacerdotes. Só mais tarde, no século XVI, a Europa considerava a atitude de tratar os outros como uma profissão que estava no seu início de institucionalização.

Na Era Moderna, século XIX, ela finalmente ganhou a importância que merecia. Tudo por conta de duas mulheres: Florence Nightingale e Ana Neri. Florence é conhecida como a “mãe da enfermagem”. Durante a Guerra da Crimeia, ela e outras 38 mulheres, com seus tratamentos, diminuíram o índice de mortalidade de 40% para abaixo de 5%.

Nightingale e suas colegas foram muito enaltecidas na época. Foi nesse momento que acabou recebendo o apelido de “Dama da Lâmpada”, porque estava sempre com o pequeno objeto em chamas para atender os feridos. Esse foi o motivo da escolha da lâmpada como símbolo da enfermagem.

Mas a contribuição não acabou ali. Em 1860 ela fundou a primeira escola de enfermagem – a Escola de Enfermagem do Hospital Saint Thomas. O curso demorava um ano para a conclusão do curso, com aulas teóricas e práticas com médicos, sendo coordenadas por uma enfermeira.

No Brasil a história da enfermagem tem algumas diferenças: no início era muito instintivo e cultural, onde pajés e líderes religiosos realizavam rituais místicos com o objetivo de curar as enfermidades. E as mulheres ficavam cuidando de crianças e idosos, pois era obrigação delas pelo bem-estar da casa.

Durante a colonização, os europeus trouxeram inúmeras doenças, que tempo depois, acabou se transformando em epidemias. A técnica mais próxima com a enfermagem existente no país era o curandeirismo, e eram os curandeiros que auxiliavam nas Casas de Misericórdia.

A segunda parte da história aparece durante o êxodo rural. O grande crescimento urbano levou ao aumento de doenças contagiosas, necessitando de mais atenção para a saúde pública. A profissão de enfermeiro começou a ser mais popularizada, principalmente em hospitais militares.

Durante a Guerra do Paraguai, Ana Neri ofereceu seus serviços de enfermeira para o exército. Ela foi levada para o Rio Grande do Sul para passar por um treinamento e finalmente ser integrada ao Décimo Batalhão de Voluntários. Ana foi colocada para tratar pacientes no Paraguai.

Quando voltou para o Brasil, Ana Neri foi exaltada e recebeu homenagens pelo serviço prestado. No ano de 1970 recebeu duas medalhas: a de prata Geral de Campanha e a

Humanitária de Primeira Classe, além da pensão vitalícia dada por Dom Pedro II para que ela pudesse cuidar de órfãos.

Foi nesse período da Primeira Guerra que as primeiras escolas de enfermagem foram inauguradas, e começaram a se desassociar de questões religiosas.

Com o momento mais pacífico pós-guerra, mais pessoas começam a se interessar pela área, novos aperfeiçoamentos são descobertos e novas escolas são abertas.

Durante esse tempo a saúde ganhou muito investimento com a criação do Ministério da Saúde em 1953, por exemplo. Mas foi somente em 1986 que a profissão de enfermeiro foi regulamentada.

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