O Homem de 2018 – Quem é e como se comporta o homem moderno?

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*por: Comunicação Inspirar

Esta semana aconteceu em São Paulo o evento O Homem Brasileiro 2018, com uma programação que incluiu diálogos de temas variados como Máquinas e Tecnologia, Turismo, Hotelaria e Gastronomia, Arquitetura e Design, Moda e também assuntos sobre Corpo, Beleza e Saúde.

Essa pegada com temas diversos já dá um norte de qual é o perfil do homem hoje. Esqueça aquela figura patriarcal, que devia comandar a família, os negócios, garantir a “comida na mesa” e comandar com pulso firme todas as questões que o envolviam. Apesar do machismo ainda permanecer na cultura de muitos brasileiros, o homem desta época é mais participativo na educação dos filhos, mais vaidoso e mais emotivo também.

É o que mostra a pesquisa recente realizada pelo Google BrandLab São Paulo, que constatou que o homem moderno, de fato, está bem diferente.

Apesar das estatísticas mostrarem que ainda falta muita coisa para mudar a realidade atual, elas surpreendem ao revelar que homens estão começando a assumir tarefas domésticas, cuidam dos filhos, e usam produtos de beleza. 88% dos entrevistados afirmaram que ser um bom pai consiste em participar ativamente do dia a dia dos filhos e ⅓ deles gostaria de ter mais liberdade para compartilhar seus sentimentos.

 

Dos entrevistados, 78% deles concordam que existe machismo no Brasil e mais da metade dos homens já foi chamado de ‘gay’ ou ‘afeminado’ por ter expressado seus sentimentos.

No último ano, a visualização do público masculino em vídeos de beleza cresceu 44% e para 93% dos entrevistados, cuidar da aparência é importante.

Um outro estudo intitulado “Homem Ideal, entendendo através das culturas” realizado pela Kantar TNS identificou o perfil comportamental do homem brasileiro em comparação com os americanos, chineses, alemães, indianos e ingleses.

Enquanto os americanos prezam a imagem e os chineses levam em consideração a confiança e a prudência, o brasileiro é informal: quer estreitar distâncias a todo custo, prioriza o afetivo e as relações pessoais. Além disso, aceita ser amado ou odiado, mas nunca esquecido.

Outra característica identificada no estudo é o esforço em evitar conflitos. Para isso, geralmente faz uso de uma conversa mais “doce” e favores comerciais, criando um conjunto de habilidades que promove o seu reconhecimento social. Em relação à família, segundo a pesquisa, o brasileiro sempre a coloca em primeiro lugar, antes mesmo até do dinheiro. Seu maior desejo é ser amado e estimado por parentes.

 

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