Saúde em Curitiba

4 minutos para ler

Este setor vem atraindo para a capital paranaense investimentos de grandes grupos do Brasil

O setor da saúde em Curitiba e Região Metropolitana está passando por muitas modificações, que certamente estão privilegiando o setor. As mudanças estão ocorrendo devido à ampla rede de hospitais públicos e privados, os quais possuem destaque nacional e recebem pacientes de várias cidades do país.

Por este motivo, a região tem atraído a atenção de grandes grupos empresariais da saúde. “Isso deve-se em grande parte graças ao que chamamos em administração de ´maturidade empresarial´ e ao fato de termos aqui uma grande concentração de mão-de-obra de grande qualidade, seja na Assistência (corpo clínico e enfermagem), quanto no apoio logístico e sobretudo na Gestão”, explica Jean Paulo Farias – coordenador do curso de Gestão Hospitalar da Faculdade Inspirar.

De acordo com especialistas, a área da saúde é o segundo maior foco dos investidores, com 15% da preferência, ficando atrás apenas das empresas digitais.

Os últimos quatro anos foram marcados por muitas transações neste mercado – empresas de grande relevância para a categoria foram vendidas e adquiridas por grupos do país todo, confira:

Em 2018 o Hospital Universitário Evangélico Mackenzie e a Faculdade Evangélica do Paraná foram vendidas ao consórcio “MACK-HE Dourados”, formado pelo Instituto Presbiteriano Mackenzie e a Associação Beneficente Douradense. O valor estimado da negociação é de R$ 225 milhões.

O ano de 2019 foi marcado por muitos acordos e transações: a primeira delas aconteceu em 1º de novembro, quando o Grupo Clinipan anunciou sua venda para a empresa NotreDame Intermédica, que atualmente é considerada como a maior empresa de saúde do estado de São Paulo. O valor da negociação foi de R$ 2,6 bilhões.

Em seguida foi a vez do Hospital Santa Cruz e do plano de saúde Paraná Clínicas, que foram vendidos no dia 09 de dezembro para o Grupo Rede D’Or São Luiz, que é o maior grupo hospitalar privado do Brasil, com 46 hospitais, mais de 7,5 mil leitos e dezenas de clínicas espalhadas pelo país. O acordo entre as partes chegou a R$ 900 milhões.

Um dia após a venda do Hospital Santa Cruz, os diretores e administradores do Hospital Pilar anunciaram uma parceria comercial com a holding de serviços Hospital Care, de São Paulo, que pretende investir aproximadamente R$ 40 milhões na ampliação da capacidade e qualidade dos 106 leitos existentes. Além da introdução de novas tecnologias, como torres de videolaparoscopia e a realização de cirurgias robóticas, as quais devem aumentar a potencialidade de atendimento para casos de grande complexidade.

Ainda em 2019, o Hemobanco de Curitiba passou a fazer parte da Vita Corporações, que é de propriedade do Grupo Vita. Com a incorporação o banco de doação de sangue pretende expandir a quantidade de atendimentos e a capacidade de doações por minuto.

E no início deste ano de 2021 o Hospital Sugisawa foi vendido a um grupo econômico de São Paulo, que tem um consórcio médico liderado pela empresa Bretton Real Estate.

Diante deste panorama de negociações e muito crescimento, o coordenador Jean Paulo Farias avalia como serão os próximos anos. “As tendências indicam que este número continuará crescendo, e claro, as exigências por profissionais qualificados também, o que é mais um bom motivo para investirmos na preparação de ótimos gestores hospitalares e demais profissionais da saúde, para lidar com esse mercado cada vez mais competitivo”, salienta o profissional.

Posts relacionados